Amizade é um sentimento incrível. Um verdadeiro amigo - é lugar comum - não tem preço. Aquela pessoa que está com você, que te entende, que às vezes não concorda em tudo, com quem podemos até discutir, mas que, na hora "H", está sempre ali. Seja para rir, chorar ou apoiar.Pois é, mas a amizade precisa ser alimentada, afinal, é difícil sobreviver apenas no papel.
Existem alimentos para a amizade dos mais diferentes níveis. As redes sociais, o Skype, o e-mail e o Twitter, entre outros tipos de conexões, são bons alimentos. Contudo, só deles é difícil sobreviver uma amizade. É fato que para os amigos que estão realmente distantes, em outras cidades ou países, estas conexões tecnológicas têm grande impacto e são fundamentais para que a amizade não se perca nos quilômetros e fusos horários. Ainda assim, existem ferramentas melhores para a amizade do que outras. Para um amigo dist
ante, um call no Skype (de preferência com uma webcam) alimenta muito que uma mensagem no Facebook.Mas... e aquele super-amigo que mora na sua cidade? Aquele de inúmeros momentos comuns, que está nas suas fotografias, que anda meio distante. Está vendo-o pouco, não é? Ah, mas você fala com ele eletrônicamente! Sei. Troca aquelas piadas por e-mail, alguns tweets e alguns scraps? Entendo. Mas, e jogar conversa fora ao vivo? Ir em casa, tomar umas, ver o futebol, ver fotos antigas, tocar violão, jogar algo, sair para ver um show? E o velho e bom telefonema, hein?
Às vezes não dá. Sei como é.
A correria do cotidiano é assim. Atropela-nos e faz com que até saibamos que estamos sentindo falta de falar com alguém mas acabamos nos convencendo que "agora não dá" - e deixamos para amanhã. E fica para depois. Usando ainda as conexões virtuais - que são ótimas, ok? - como "muleta", acabamos nos enganando dizendo que "estamos todos no Facebook", "ela me segue no Twitter" ou "mandei um SMS". Legal, mas... e aquele abraço? Como faz?
As ferramentas tecnológicas são incríveis para diminuirem as distâncias físicas existentes mas, se mal usadas, podem trazer novas distâncias, que se adicionam à distância real (que às vezes não é tão grande assim). A ferramenta tecnológica mais antiga é a televisão, que, se mal usada, pode distanciar um casal que está sentado lado a lado no sofá.
Não deixe isto acontecer com aquele seu amigo que não está tão longe assim.
Vá lá, pegue o telefone e agende algo presencial, com abraços e boas risadas. Estes momentos ficarão na memória muito mais vivos do que o melhor dos "tweets".

MB é aficcionado por tecnologia, redes sociais, Twitter, SMS, celular, internet, mas é igualmente apaixonado por risadas e pelo seus amigos. Está em fase de "auto-vigília" para não deixar que a correria do cotidiano e esse ferramental tecnológico torne-o menos presente para os amigos.
2 comentários:
Uma coisa que acontece comigo é que o Facebook tem ajudado muito mais a realizar encontros do que sem ele. Não sei se é por causa desse periodo fora, mas gente que nem me conhecia direito passou a conhecer e a me convidar para festas. Gente que eu não sabia por onde andava, acabei localizando pelo Facebook e encontrando ao vivo. Sem contar as centenas de encontros combinados pelo Skype. Por outro lado, as mentes jovens de hoje podem confundir real com virtual. Tudo depende de como fomos educados. Em todo caso, quero lhe dar um abraço em breve!
É verdade. Quando morava fora do país, o Orkut foi importante para estar próximo do Brasil - e encontrar uma mega rede de amigos. Quando voltei para o Brasil, o Facebook foi importante para localizar o pessoal de fora. O importante, como citei, é não resumir o contato para um único mail. É o que você falou: mapear pela ferramenta mas, sempre que possível, transformar em um encontro "ao vivo". No aguardo para jogarmos conversa fora presencialmente :) !
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